Arquivos

Archive for the ‘Áreas de Preservação Permanente’ Category

Ribeirão Araquá começa a ser desassoreado

7 de maio de 2011 1 comentário

A empresa Mirante Brasil, responsável pela construção da nova ponte sobre o ribeirão Araquá, no quilômetro 190 da rodovia Geraldo de Barros (SP-304), deu início esta semana aos serviços de desassoreamento do leito do ribeirão, além de colocá-lo em um novo curso.

A principal preocupação é de que o ribeirão seja capaz de abastecer a estância por mais décadas e o assoreamento não prejudique a captação de água. Há mais de 30 anos, o ribeirão Araquá é o principal ponto de captação de água e abastecimento de Águas de São Pedro.

Para fazer o desassoreamento, a empresa utilizou duas máquinas tipo esteira que retiravam a areia do fundo do córrego próximo à ponte.

“Além de construir uma nova ponte que vai sanar os problemas por décadas, também vamos aumentar a capacidade de armazenamento do ribeirão Araquá e consequentemente o seu leito”, afirmou o chefe do Executivo.

A expectativa é também com relação à inauguração da nova ponte, que foi levada com as fortes chuvas do mês de janeiro e está sendo refeita com uma verba de R$ 4,4 milhões em convênio com o governo estadual.

(Fonte: Jornal Folha de São Pedro – Edição de 07/05/2011)

Fique ligado!!!

O que é assoreamento?

Processo de elevação de uma superfície por deposição de sedimentos. O Assoreamento dos cursos fluviais torna-os mais rasos, favorecendo a erosão lateral e seu conseqüente alargamento. Em casos extremos, o assoreamento pode levar à morte o rio.

Quais as principais causas do assoreamento de rios, ribeirões e lagos e nascentes?

As causas do assoreamento são na maioria das vezes naturais, como a movimentação de areia e outros detritos levados pela água da chuva e também pelos ventos, mas seu depósito no fundo das águas de rios, canais e dos lagos é favorecido pela ação do homem que tira a proteção natural dessas fontes de água. Estão relacionadas aos desmatamentos, tanto das matas ciliares quanto das demais coberturas vegetais que, naturalmente, protegem os solos.

O desassoremanto deve vir acompanhado de medidas de controle ambiental, que visem reverter o processo de degradação das margens do Ribeirão Araquá, identificando e recuperando processos erosivos, a principal causa do assoreamento dos rios. Outro ponto importante seria um maior controle sobre as atividades desenvolvidas nas margens, principalmente a extração de areia. Penso que o município deveria atuar em conjunto com o estado (CETESB) na fiscalização e implantação de medidas de controle e recuperação da área degradada em paralelo à extração da areia.

Nova Resolução Conama sobre Recuperação de APP

22 de abril de 2011 3 comentários

Está em vigor desde 02 de março, quando publicada no DOU (Diário Oficial da União) a Resolução Conama nº 429, de 28 de fevereiro de 2011, que dispõe sobre a metodologia de recuperação das APPs (Áreas de Preservação Permanente).

De acordo com o texto, a metodologia de recuperação disposta nesta Resolução se aplica às APPs, consideradas de interesse social, conforme a alínea “a”, inciso V, do § 2º do art. 1º do Código Florestal.

A recuperação voluntária de APP com espécies nativas do ecossistema onde ela está inserida, respeitada metodologia de recuperação estabelecida nesta Resolução e demais normas aplicáveis, dispensa a autorização do órgão ambiental.

Conforme a Resolução, a recuperação de APP poderá ser feita pelos seguintes métodos:

1 – condução da regeneração natural de espécies nativas;

2 – plantio de espécies nativas; e

3 – plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas.

O artigo 8º da Resolução estabelece que a recuperação de APP, em conformidade com o que estabelece esta Resolução, bem como a recuperação de reserva legal, é elegível para os fins de incentivos econômicos previstos na legislação nacional e nos acordos internacionais relacionados à proteção, à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade e florestas ou de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Para acessar a nova Resolução – CLIQUE AQUI!

(via http://sendosustentavel.blogspot.com)

CONAMA

26 de agosto de 2010 Deixe um comentário

Conama aprova texto-base sobre metodologia para recuperação de APP

O plenário do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nesta quarta-feira (25/08) texto-base de resolução sobre metodologia de recuperação de Áreas de Preservação Permanente – APP, durante a 99ª Reunião Ordinária, em Brasília. Até o início da noite, ainda estavam sendo discutidas emendas ao texto-base e o debate deve ser retomado no segundo dia de reunião.

O texto-base já havia sido aprovado pelas Câmaras Técnicas de Gestão Territorial e Biomas e de Assuntos Jurídicos do Conama e aguardava o pedido de vistas de duas entidades da sociedade civil organizada. No texto aprovado é definida a metodologia para recuperação das APPs, consideradas de interesse social pelo Código Florestal. “A resolução, caso aprovada, será um instrumento na mão do produtor rural para que ele possa fazer a recuperação das áreas de preservação permanente sem burocracia”, explicou o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros. A idéia é que aconteçam, voluntariamente, ações de restauração e recuperação de APP.

De acordo com o texto-base aprovado, a recuperação de APP poderá ser feita por três métodos: condução da regeneração natural de espécies nativas; plantio de espécies nativas; e plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas. Em seguida, cada uma das possibilidades é detalhada.

Resolução 303/2002 – Ainda em relação à APP, foram aprovadas pelo plenário do Conama as alterações na Resolução 303/2002, que trata dos parâmetros, definições e limites relativos às APPs. As alterações têm por objetivo aprimorar a norma, retirando dela o que seriam simples repetições do Código Florestal e reformulando definições que provocaram insegurança e distorções na aplicação da norma.

De acordo com João de Deus Medeiros, Diretor do Departamento de Florestas do MMA, são três os pontos essenciais alterados na Resolução. O primeiro diz respeito à APP de margem de rio, com a alteração do conceito de “nível mais alto”; o segundo à metodologia para medição das áreas de topo de morros; e o terceiro que retira do texto a parte que define como APP, nas restingas, uma faixa de 300 metros a partir da linha de preamar máxima.

Pela manhã, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu os trabalhos do Conama e lamentou o grande número de queimadas no País, ressaltando que 7 mil bombeiros estão trabalhando no combate aos incêndios, além de homens do Exército e brigadistas. Durante o encontro, a ministra também falou sobre a iniciativa do MMA em apresentar proposta alternativa à legislação que tramita no Congresso Nacional sobre o Código Florestal e que convidará os conselheiros do Conama a participar da discussão. Por fim, enfatizou que, em relação à regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, setores da sociedade serão consultados para a formulação do texto que vai detalhar a legislação a ser encaminhada ao Governo Federal.

Redação: Suelene Gusmão e Ana Flora Caminha – Assessoria de Comunicação do Ministério do Meio Ambiente – ASCOM

ESGOTO PROBLEMA II

19 de agosto de 2010 Deixe um comentário

Primeiramente vamos à outra reportagem vinculada na mídia (TV Cultura) sobre a questão do esgoto no Município de Águas de São Pedro:

Vamos refletir sobre a novela – SABESP, Prefeitura, o contrato e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Vamos analisar a resposta que o Sr. Gesner Oliveira, Presidente da SABESP, me deu através de seu twitter quando o questionei sobre a questão do esgoto em Águas de São Pedro, enviando o link de minha ultima postagem no blog – ESGOTO PROBLEMA:

A Mmnha Pergunta (11/08/2010):

Sr. Presidente Gesner Oliveira, o senhor tem algo, DE CONCRETO, a dizer sobre isso? http://migre.me/13IAl

A Resposta do Presidente da SABESP (11/08/2010):

“O superintendente da Sabesp se reuniu ontem com o prefeito e um grupo de vereadores para negociar. Em pauta, negociação da entrega da ETE e parcelamento da dívida da prefeitura com a Sabesp por um prazo mais longo. Estamos juntos no acompanhamento dessa questão, Cantidio. Agradeço seu interesse, é importante que a sociedade se envolva.”

Não sei quanto a vocês, mas a impressão que eu tenho é que enquanto a Prefeitura não quitar a sua dívida, a SABESP vai continuar adiando essa questão do tratamento do esgoto. É verdade que com o contrato encerrado, o “poder de barganha” da Prefeitura se tornou muito forte. Mas por outro lado, Águas de São Pedro não têm condições de assumir os serviços de saneamento para si. E será que alguma outra empresa de saneamento teria interesse sabendo deste passivo? É uma questão bem complicada.

Com relação à situação dos recursos hídricos do município, é importante salientar que a falta de um “Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno dos Reservatórios” contribui e muito para o avançado estado de degradação dos dois reservatórios (Palmeiras e Limoeiro) e dos cursos d´água.

Enquanto os loteamentos continuarem aterrando as nascentes, construindo residências praticamente “dentro” dos reservatórios de água, enquanto a legislação federal continuar sendo ignorada, principalmente as que se referem às Áreas de Preservação Permanente (APP), as coisas dificilmente irão melhorar.

Só para esclarecer, cursos d‘água, nascentes ou reservatórios de água, independentemente de estarem em área pública ou particular, devem ter as suas Áreas de Preservação Permanente (APP) respeitadas.

O poder público municipal deve ser mais atuante, fiscalizador das questões ambientais e rigoroso no fornecimento de alvarás para edificações em áreas ambientalmente delicadas, mas o que me parece é que sempre que tentam questionar empresários relacionados ao setor imobiliário a coisa para e anda para trás.

A Secretaria de Meio Ambiente possui hoje um corpo técnico muito competente e atento para essas questões, só espero que possam trabalhar com a autonomia e a liberdade para tratar das questões técnicas e legais que envolvem o município de Águas de São Pedro.

É uma situação complicada, muitos interesses envolvidos neste jogo, menos os da coletividade.

Um abraço.

Cantidio B. Netto

CÓDIGO FLORESTAL

29 de junho de 2010 1 comentário

Um texto bastante apropriado para este momento de intensas discussões entre deputados (ruralistas), universidades, estudiosos e ambientalistas sobre as alterações do Código Florestal Brasileiro. Os principais pontos de discórdia referem-se às alterações das Áreas de Preservação Permanente – APP e das Reservas Legais.

Este post teve a contribuição do meu amigo Alexandre Marques que me enviou por e-mail o texto acima. Vlw Lê!!

Um abraço!

Cantidio B. Netto

CRIME AMBIENTAL! Parte 5

7 de maio de 2010 Deixe um comentário

…CONTINUANDO


Diante das dúvidas que surgiram após a reportagem veiculada no Jornal Regional 2º edição, do dia 26/04, onde, segundo o jornal, a Prefeitura de Águas de São Pedro havia sido flagrada descartando entulho (construção civil) em área de preservação permanente, e da Nota Oficial da Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Pública afirmando que a área utilizada para o descarte apenas de material proveniente da limpeza das vias urbanas, áreas verdes e poda das árvores (galhos e folhas), apesar de não regulamentada, não é Área de Preservação Permanente e que apenas uma faixa daquela área estaria dentro dos 30 metros (APP) da margem do Lago do Limoeiro, decidi ir até o local para constatar o que realmente estaria acontecendo.

Afirmar categoricamente que uma determinada área é ou não Área de Preservação Permanente, sem a realização de levantamentos e estudos técnicos necessários para a sua exata delimitação é um tanto quanto arriscado. Se levarmos em conta a legislação vigente abordada no artigo anterior, que dispõe sobre a definição e parâmetros para delimitação das áreas de preservação permanente, o cenário daquela região com as APPs delimitadas ficaria parecido com a figura abaixo:

Cenário com a delimitação das APPs do Rio Araquá e do Lago do Limoeiro. (imagem ilustrativa)

As áreas de preservação permanente correspondentes ao Lago e ao Ribeirão do Limoeiro teriam que ser delimitadas considerando a cota máxima de operação do lago, o nível mais alto alcançado por ocasião da cheia sazonal dos cursos d´água perene ou intermitente e a área de inundação (várzea) do ribeirão. Em ambos a faixa da APP seria de 30 metros desde que não fossem identificadas outras categorias de corpos hídricos como, por exemplo, as nascentes. A imagem acima, apesar de meramente ilustrativa, nos da uma noção das faixas das áreas protegidas por lei (APP), tanto para o Lago do Limoeiro como para o Rio Araquá.

Indo até o local, constatei que a Prefeitura realmente utiliza aquela área para o descarte de resíduos provenientes da limpeza das áreas verdes públicas, praças e poda das árvores (galhos e folhas), no entanto é importante ressaltar que além do resíduo vegetal, foi constatada a presença de restos de móveis (armário e sofá), sacolas plásticas, garrafas pet e algumas telhas.

Não é possível afirmar com precisão se parte daquele material encontra-se em APP pelos motivos já abordados anteriormente, mas a maneira como é feita a sua disposição no solo coloca em risco não só a faixa da APP, mas como o próprio corpo hídrico, pois os resíduos podem ser carreados até o lago através da chuva. Verificou-se também que parte do material depositado naquela área foi queimado, só não se sabe se a queima foi acidental ou se é frequentemente utilizada para diminuir o volume do resíduo e promover a “limpeza” da área.

NOTA: A queima de lixo, vegetação de qualquer espécie, material orgânico ou inorgânico no município de Águas de São Pedro é PROÍBIDA, sob pena de multa. (Lei nº 1.334/2006)


FOTOS:

Vista parcial da área utilizada pela Prefeitura de Águas de São Pedro para descarte de material proveniente da limpeza de áreas urbanas verdes e poda das árvores. Ao fundo observa-se o Lago do Limoeiro.

Resto de móveis e armários encontrados no local. Ao fundo o Lago do Limoeiro.

Restos de móveis (sofá) encontrado no local.

Lixo: Sacolas Plásticas e Garrafas Pet também foram encontradas no local.

Restos de móveis, telhas, garrafas plásticas e indícios de queimada na área.

Indício de Queimada

Lago do Limoeiro, foco de queimada próximo a sua margem.

Vista parcial da área queimada

Bom, foram essas as constatações que tive. Volto a frisar que em momento algum tive a intenção de acusar ou atacar ninguém com o blog, mesmo porque não é possível saber quem depositou o material não vegetal e promoveu a queima de parte da área, apesar dela ser utilizada pela prefeitura.

A minha ida ao local foi motivada pelas dúvidas que surgiram após a veiculação da reportagem na TV e da Nota Oficial da Sec. de Meio Ambiente. Como fui procurado, inclusive por autoridades, logo após o primeiro artigo publicado me senti na obrigação de tentar esclarecer os fatos que ficaram um tanto quanto confusos.

Espero que a atividade seja regulamentada o mais breve possível para que o descarte do material seja feita de maneira correta, seguindo as regras e diretrizes legais impostas pelos órgãos ambientais competentes. Só assim as áreas de preservação permanente desempenharão sua função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas.

Assim que surgir novidades sobre o caso, publicarei aqui, ok.

O espaço está aberto a todos para eventuais esclarecimentos.

Grande abraço.

Cantidio Biscalchim Netto

CRIME AMBIENTAL! Parte 4

6 de maio de 2010 1 comentário

…CONTINUANDO

Primeiramente, faz-se necessário entender quais os tipos de Área de Preservação Permanente (APP) podemos encontrar no local e como elas são delimitadas de acordo com a legislação vigente, e a partir destas efetuar a delimitação das APP´s na área objeto de toda problemática envolvendo a denúncia veiculada na mídia.

Devido a importância para o equilíbrio do meio ambiente e manutenção da qualidade ambiental as APP´s foram instituídas pela Lei Federal nº 4.771/65 (Código Florestal) e complementada por Resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA, garantindo assim toda base jurídica e conceitual sobre o assunto.

O Código Florestal criado na década de 60 (Lei nº 4.771/65) serve como base legal no país. Considerando a necessidade de regulamentação do Artigo 2º do Código Florestal, entrou em vigor a Resolução nº 303, do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA, no dia 13 de maio de 2002. Essa resolução dispõe sobre parâmetros, definições e limites de APP´s, estabelecendo sua abrangência e distribuição espacial.

Outro aspecto que deve ser abordado é referente às áreas de preservação permanente das represas naturais ou artificiais, já que o local, objeto de toda problemática, esta situado as margens de um lago artificial, o Lago das Palmeiras. A Resolução CONAMA nº 302/02, estabelece critérios e diretrizes para as áreas de preservação permanente para represas naturais e artificiais. Definindo o reservatório artificial como uma acumulação não natural de água, devido a construção de barreiras para seu armazenamento, seja para qualquer tipo de uso.

Exemplos de APPs em diferentes tipos de corpos hídricos. (Fonte: Preservação e Recuperação de Nascentes - Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. 2004)


É importante ressaltar que a área de preservação deve ser respeitada, até no caso de a mesma não possuir cobertura vegetal, isso não implica na possibilidade de utilização da área. “A área de preservação permanente é a área protegida nos termos dos Arts. 2º e 3º do Código Florestal, coberta ou não por vegetação nativa,…”.

Ainda segundo a lei, ao ler que o limite para início da área de preservação deve ser demarcado considerando “desde o nível mais alto em faixa marginal”, entende-se que as APP´s estão fora da dinâmica geomorfológica do canal de drenagem de um curso d´água.

Na figura abaixo é possível observar todos os elementos que constituem uma planície aluvial, o qual delimita o início das APP´s, que de maneira geral aluvial possui terrenos baixos e mais ou menos planos, diques marginais, área de várzea com alagamentos periódicos e vegetação arbustiva, ou seja, os leitos aluviais são espaços que sazonalmente podem ser ocupados pelo escoamento das águas.

Principais elementos fluviais encontrados em um sistema de várzea. (Fonte: BOIN,2005. Retirada do artigo Geografia em Atos, n.8, v.2)

Na próxima parte deste artigo, vou detalhar o que foi visto na área onde a Prefeitura estaria depositando material proveniente da limpeza das áreas verdes do município de Águas de São Pedro.

CONTINUA…

Um abraço,

Cantidio B. Netto

CRIME AMBIENTAL! Parte 3

5 de maio de 2010 Deixe um comentário

Diante da denúncia de Crime Ambiental cometido pela Prefeitura Municipal de Águas de São Pedro veiculada no Jornal Regional 2ª Edição, no dia 26 de abril de 2010 (“Águas de São Pedro: Prefeitura descarta entulho em local ilegal”), da repercussão que o caso teve na cidade, e de algumas dúvidas que surgiram logo depois da Nota Oficial da Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Pública do município sobre o caso dizendo o contrário, tomei a iniciativa de ir até o local para constatar o que realmente esta acontecendo.

Gostaria de frisar que esta minha iniciativa foi tomada por livre e espontânea vontade. Não fui até a local a mando de ninguém, apenas senti que tinha a obrigação de tentar elucidar alguns fatos que para mim não ficaram muito claros.

Localização das Áreas utilizadas para descarte ilegal de material segundo reportagem do JR 2ª Edição (26/04)

Primeiramente é importante ressaltar que na reportagem do JR 2ª Edição (26/04) são mostradas duas áreas distintas (figura acima – Área 1 e Área 2). A primeira (Área 1) é uma área situada no Loteamento “Residencial Águas do Campo”, na entrada do município de Águas de São Pedro, do lado direito da Rodovia SP-304, sentido Piracicaba. Nas imagens da TV aparece um volume considerável de resíduos sólidos provenientes principalmente da construção civil (entulho). Segundo o boletim oficial da Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Pública, esta é uma área particular e o material ali descartado não é proveniente da municipalidade.

Área 1 - Propriedade Particular utilizada para descarte irregular de entulho segundo a reportagem e a Sec. de Meio Ambiente.

A segunda área (Área 2) que aparece nas filmagens está localizada distante aproximadamente 600 metros, a nordeste da primeira, ao lado do Lago do Limoeiro, local onde no passado haviam feito um “campo de futebol”. Esta segunda área, segundo informações oficiais da Sec. de Meio Ambiente e Segurança Pública, está sendo utilizada pela prefeitura para o descarte de resíduos proveniente da poda das árvores, limpeza de praças e jardins (folhas e galhos). E foi nesta área que estive no dia 03 de Maio de 2010 para tentar obter mais detalhes sobre a situação.

Área 2 - Área utilizada pela Prefeitura para descarte de material proveniente da limpeza de áreas verdes, podas e folhas.

As constatações aqui apresentadas são fruto de uma análise visual prévia “in-loco”, da consulta de bibliografia e da legislação pertinente. Não foram realizadas medições ou levantamentos mais precisos necessários para delimitação exata de uma Área de Preservação Permanente.

Para que a leitura não se torne maçante, o artigo será publicado em partes.

CONTINUA…

Um abraço,

Cantidio B. Netto.

CRIME AMBIENTAL! Parte 2

30 de abril de 2010 Deixe um comentário

Depois da repercussão da denúncia de Crime Ambiental cometido pela Prefeitura Municipal de Águas de São Pedro, a Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Pública se pronunciou Oficialmente através de seu website.

Abaixo segue o texto na íntegra:

Nota Oficial (APP)

ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO SECRETARIA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA PÚBLICA

“Nota Oficial

No dia 27 último, terça-feira, estivemos em Piracicaba, onde nos reunimos com a Dra. Kátia, Gerente da CETESB. Na oportunidade, encaminhamos a solução para o caso da autuação da Prefeitura de Águas de São Pedro, advertida por aquele Órgão no dia anterior. Esta Secretaria está procedendo ao licenciamento da área em questão, com vistas à utilização do depósito de resíduos de podas, provenientes de galhos e folhas diariamente recolhidos na cidade. Para melhor compreensão dos fatos, informamos que a área utilizada, e tão visada pela mídia nesta semana, NÃO É ÁREA DE PROTEÇÃO PERMANENTE (APP) propriamente dita. Apenas uma faixa daquela área, DENTRO DE 30 (trinta) metros da margem do lago, é Área de Preservação Permanente. No projeto ora em andamento, está previsto o plantio de 3.000 mudas de plantas nativas, já sob a posse desta Secretaria, no local a ser aprovado oficialmente pela CETESB. Finalizando, e sempre em nome da exatidão, esclarecemos que no dia 26, quando a Prefeitura recebeu uma ADVERTÊNCIA para proceder à regularização da área, foram mostradas imagens de áreas totalmente distintas. Uma era o local que a Prefeitura hoje está regularizando junto à CETESB. Já a segunda é uma área particular onde existe depósito de resíduos de construção civil, NÃO PROVENIENTES DA PREFEITURA.

Raymundo Lazaro Proficio

SECRETÁRIO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA PÚBLICA DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO”

Como podem perceber, existem divergências entre o que foi divulgado na mídia e a nota oficial da Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Pública.

Será que tudo não passou de um engano?

Seria a matéria vinculada na mídia fruto de uma denúncia direcionada objetivando interesses pessoais?

Pretendo ir até o local e acabar com essas e outras dúvidas que pairam no ar.

Espero realmente que a área utilizada para o descarte do material não seja uma área de preservação permanente (APP) e que as mudas sob posse da Secretaria sejam plantadas em áreas de relevante interesse ecológico.

Assim que surgir mais novidades sobre o caso, publicarei aqui, ok.

Um abraço a todos.

Cantidio B. Netto

DENÚNCIA: CRIME AMBIENTAL!

26 de abril de 2010 12 comentários

Que coisa feia!

Prefeitura de Águas de São Pedro é pega em flagrante depositando Entulho em Área de Preservação Ambiental.

A Polícia Ambiental fez nesta segunda-feira (26) um flagrante de descarte ilegal de entulho em uma área de preservação ambiental. Um caminhão da prefeitura fazia o descarte. Um motorista e um funcionário foram levados para a delegacia.

Não sei o que é mais revoltante, uma Estância Hidromineral ignorar o fato daquela área ser uma Área de Preservação Permanente ou as declarações do Exmo. Secretário de Meio Ambiente, Sr. Raimundo Lázaro Profício, dizendo que irá solicitar à CETESB um “licenciamento emergencial” para que a prefeitura possa continuar depositando entulho naquela área.

Poderíamos considerar essa uma atitude isolada, fruto da ignorância de pessoas que não conhecem as leis ambientais. Ninguém é obrigado a saber de tudo, não é mesmo?

Errar é humano! Mas o fato de querer persistir no erro, isso sim já é burr…(deixa pra lá).

Continuar utilizando uma área de preservação permanente para descarte de entulho, mesmo com uma eventual autorização da CETESB, é uma atitude completamente equivocada e de total desrespeito ao meio ambiente de um órgão que deveria dar o exemplo à população.

Confira a reportagem do Jornal Regional 2ª Edição, do dia 26/04/2010.

(me desculpem a qualidade, gravei de forma totalmente amadora).

Segue o link da reportagem no site da EPTV.

http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?296570

Um Abraço a todos.

Cantidio B. Netto

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.