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Represa das Palmeiras – Parte 1

1 de dezembro de 2009 Deixe um comentário Go to comments

NOTA DO AUTOR

Caros leitores, este é um artigo especial sobre um dos patrimônios naturais da cidade de Águas de São Pedro, a Represa das Palmeiras. Devido a complexidade e aos inúmeros fatores socioambientais que envolvem este importante recurso ambiental – que nos últimos anos tem gerado muitas discussões entre os diversos setores da sociedade – o texto será divido em 3 partes. Pretendo com este artigo explicar os principais problemas que a represa tem enfrentado de forma imparcial. Meu objetivo é alertar o poder público para a criação de políticas ambientais voltadas para a região da Represa e ao seu entorno.
Por estar em uma região limítrofe entre os municípios de Águas de São Pedro e São Pedro, o gerenciamento ambiental da área, bem como o seu ordenamento territorial é de fundamental importância para a recuperação e a conservação ambiental da Represa das Palmeiras para as gerações futuras. Obrigado!
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Breve Histórico

O interesse pela região onde hoje se encontra a Estância Hidromineral de Águas de São Pedro surgiu na década de 1920, durante o Governo Julio Prestes, devido à procura de Petróleo. A região foi alvo de diversas perfurações promovidas pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Governo Estadual de São Paulo. Vários poços foram abertos pela Cia. Balloni, empresa contratada pelo governo.

O tão desejado “ouro negro” nunca foi encontrado e, em vez disso, outras riquezas foram descobertas: As nossas Águas Medicinais, ricas em minerais e de extraordinário valor terapêutico comprovado por análises rigorosas e pelos resultados obtidos nos tratamentos realizados por pacientes de todas as regiões do país.

A descoberta das Águas foi o fator preponderante para o desenvolvimento econômico e turístico na região. A partir daí diversos projetos de urbanização, saneamento e recuperação ambiental foram colocados em prática, estava nascendo uma nova cidade. Uma cidade com planejamento urbano diferenciado, com amplos parques, áreas verdes, ruas largas, suaves e sem grandes aclives. Estava introduzido no interior do Brasil o conceito de “Cidade-Jardim”, um modelo urbano de origem inglesa (Garden City). O conceito foi pioneiro no Brasil e baseava-se na valorização da paisagem.

Projeto de Urbanização da Estância de Águas de São Pedro - Imagem retirada do Livro "Octavio de Moura Andrade - O Sonho de um Empreendedor". autora: Silvia Saint-Pierre

Além do Parque Florestal, atualmente denominado de “Parque Dr. Octávio de Moura Andrade”, popularmente conhecido como Bosque Municipal, que teve seu planejamento focado na recuperação ambiental da área, na época devastada pelo mau uso do solo causado pelo cultivo intensivo de café, o projeto contemplou também a execução de um Plano de Saneamento com instalação de redes de tratamento de águas e esgotos a fim de impedir a contaminação dos lençóis de águas minerais (atualmente o esgoto não é tratado, é apenas coletado e lançado de forma in-natura nos rios).

A Represa do Limoeiro

Construída em 1940, a água do córrego foi escolhida pelo Escritório Técnico Saturnino de Brito, em 1939, para servir como reservatório para captação de água por possuir melhor potabilidade e menor carga de elementos químicos para abastecimento da então Futura Estância.

Represa do Limoeiro Ano de 1940 - Imagem retirada do Livro "Octavio de Moura Andrade - O Sonho de um Empreendedor". autora: Silvia Saint-Pierre

Represa das Palmeiras

Ao contrario do Limoeiro, a Represa das Palmeiras (construída em 1976) teve o seu uso, com o passar dos anos, voltado para praticas de lazer para que as pessoas pudessem ter momentos de paz e tranqüilidade. Atualmente o local vem sofrendo com diversos problemas ambientais, fruto do descaso e divergências entre o poder público e a iniciativa privada que não conseguem chegar a um concenso sobre a responsabilidade da Gestão Ambiental da área.

Represa das Palmeiras - Águas de São Pedro 2007

Este será o tema da série de artigos que pretendo apresentar aqui no Blog.

Um apanhado dos problemas ambientais que a Represa possui e que nos ultimos anos vem se agravando. Vou tentar explicar de forma simples e objetiva cada um deles. Fico aberto à críticas ou sugestões.

Em breve vou disponibilizar a segunda parte do especial sobre a Represa das Palmeiras.

Fiquem ligados!!


Um grande abraço a todos.

Cantidio Biscalchim Netto

(Ao final deste especial sobre a Represa das Palmeiras disponibilizarei os créditos de todos os artigos e livros consultados)

Breve Histórico

O interesse pela região onde hoje se encontra a Estância Hidromineral de Águas de São Pedro surgiu na década de 1920, durante o Governo Julio Prestes, devido à procura de Petróleo. A região foi alvo de diversas perfurações promovidas pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Governo Estadual de São Paulo. Vários poços foram abertos pela Cia. Balloni, empresa contratada pelo governo.

O tão desejado “ouro negro” nunca foi encontrado e, em vez disso, outras riquezas foram descobertas: As nossas Águas Medicinais, ricas em minerais e de extraordinário valor terapêutico comprovado por análises rigorosas e pelos resultados obtidos nos tratamentos realizados por pacientes de todas as regiões do país.

A descoberta das Águas foi o fator preponderante para o desenvolvimento econômico e turístico na região. A partir daí diversos projetos de urbanização, saneamento e recuperação ambiental foram colocados em prática, estava nascendo uma nova cidade. Uma cidade com planejamento urbano diferenciado, com amplos parques, áreas verdes, ruas largas, suaves e sem grandes aclives. Estava introduzido no interior do Brasil o conceito de “Cidade-Jardim”, um modelo urbano de origem inglesa (Garden City). O conceito foi pioneiro no Brasil e baseava-se na valorização da paisagem.

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  1. @LeJuvas
    2 de dezembro de 2009 às 09:19

    Netto essa iniciativa de um gestor ambiental escrever sobre a nossa Represa, querida Represa eu diria, é louvável. Espero que não se importe, mas pretendo remeter seus textos, assim que estiverem concluídos para a Camara de vereadores, AMAAS, para conhecimento do Prefeito Municipal, bem como para jornais de circulação local. Acredito que dentro desse nítido impasse entre poder público e privado em relação ao local, a comunidade de Águas de São Pedro deve se manifestar de alguma forma, o lago é de interesse desta cidade, faz parte dela e não pode mais ser deixado ao descaso.Mais que lotes, ali é um patrimônio ambiental deste Município e devemos sim nos preocupar com o que vem acontecendo ali. Abraço, e me coloco a disposição para qualquer contribuição que esteja ao meu alcance. Parabéns mais uma vez pela iniciativa, talvez, quando as pessoas começarem a ter mais consciência da importância de sua participação nos assuntos pertinentes a coletividade, possamos ter um lugar melhor pra viver, mas infelizmente a grande maioria é completamente alienada, e não se esforça nenhum um pouco pra fazer por onde melhorar. Desculpa pelo longo comentário, mas a Represa é um lugar do qual tenho um grande carinho, é meu local preferido nesta cidade, e me dói ver o descaso de TODOS.

    • 2 de dezembro de 2009 às 09:30

      Fale Lê…Obrigado mais uma vez pela força aqui no Blog.
      Cara, assino embaixo em tudo que vc escreveu.
      Aquele lugar tem um potencial enorme, e quando digo potencial, não estou me referindo a especulação imobiliária da região que, pelo que ando escutando, no futuro mais aumentar muito. Me refiro ao pontencial ambiental da área. Infelizmente o lugar esta completamente largado assim como outros patrimonios da cidade, e não é de hoje que isso esta ocorrendo.

      Estou aberto a qualquer contribuição. Obrigado mais uma vez.

      Abraço.

  2. 26 de abril de 2010 às 23:18

    com a minha limpesa a dois anos atraz aprendi muito com esta lagoa, as algas se iniciaram com o veneno que o sr francisco jogou em suas terras agravado com as vezes do pasto, a ong paca com objetivos politicos e financeiros levavam a limpesa a barriga, os documentos quie precisei ter, ja estavam na mao do toninho colorido, nada fiz so tomei posse e notifiquei as autoridade que iria limpa la, a empresa rinen fez um estudo e é possivel limpesa quimica, por 1.800 reais por mes, por tempo inyterteminado, e agora irei provocar um lobby de escandalo para o hotel jeru limpa la totalmente como eles mostram em seu site,
    aguardem apos 11 de maio, continuarei meu lobby

  3. 4 de setembro de 2010 às 22:29

    ehhh setembro de 2010, lagoa palmeira continua a ser imundada com as algas, o hotel jerubiaçaba que tem a obrigação da limpesA nada faz, o prefeito muito menos, denuncias nada mudou, nem com as provas entrregues ao juiz da cidade, nada e feito
    so orando mesmo

  4. 4 de setembro de 2010 às 22:29

    paz varão
    meu site
    sitedovarao.vilabol.uol.com.br

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