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Archive for fevereiro \26\UTC 2010

UTILIDADE PÚBLICA – DENGUE

26 de fevereiro de 2010 5 comentários

ARRASTÃO CONTRA A DENGUE


Com as chuvas e o calor intenso nesta época do ano, cresce a preocupação do poder público com a proliferação do mosquito Aedes Aegypti (transmissor da Dengue) na região. A prefeitura do município de Águas de São Pedro, através da sua Secretaria de Saúde, estará promovendo neste sábado, dia 27 de Fevereiro, um “Arrastão Contra a Dengue” na cidade.

Além de promover a conscientização dos moradores, a iniciativa pretende recolher materiais como pneus, embalagens, móveis, sucata, eletrodomésticos velhos, e tudo aquilo que possa acumular água e se transformar em criadouro do mosquito. Para isso, além dos agentes sociais/saúde, o “arrastão” contará com 2 caminhões para realização da coleta do material sem utilidade.

É importantíssima a participação da população.

O “Arrastão Contra a Dengue” acontece dia 27 de Fevereiro, das 9h às 16h.

NOTA: Seria importante a divulgação da iniciativa no site oficial da Prefeitura de Águas de São Pedro. Deixo aqui um alerta aos responsáveis pela atualização do site.

DICA:

Mosquitoeira – Armadilha Caseira para o Mosquito da Dengue

Armadilha para o Mosquito da Dengue (fonte: guia da FAPERJ)

Acho que não é novidade para ninguém, uma vez que esta armadilha esta sendo amplamente divulgada pela mídia. Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito.

Você vai precisar de:

1 garrafa pet de 1,5 litros

1 tesoura

1 lixa de madeira nº 180

1 rolo de fita isolante

1 pedaço de 5×5 cm de tecido Micro Tule

4 grãos de alpiste ou 1 grão de ração felina.

Você pode baixar um guia de como construir a armadilha CLICANDO AQUI.

Abaixo segue uma reportagem explicando o funcionamento da armadilha.

Bom é isso galera, Um abraço a todos.

Cantidio Biscalchim Netto

SITES CONSULTADOS:

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – http://www.faperj.br

ARRASTÃO CONTRA A DENGUE

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SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

23 de fevereiro de 2010 3 comentários

JARDINS SUSTENTÁVEIS – Parte 1

Muito mais do que o valor paisagístico, um jardim pode trazer diversos benefícios ao ambiente e a qualidade de vida dos que os desfrutam. Um jardim deve ser um local tranqüilo e aconchegante. Um espaço onde se pode relaxar numa noite quente de verão. Não são todos que tem condições de ter um jardim no quintal ou na varanda de casa, além do espaço físico, são necessários investimentos em plantas, adubos e outros artigos que possam compor o projeto de seu jardim.

Além do investimento inicial, é fundamental a realização de manutenção periódica das plantas e do solo. Também devemos contabilizar o uso de enérgica elétrica, para o caso do jardim possuir luminárias ou pequenas quedas d água (fontes).

Ao contrário do artigo “Gestão das Áreas Verdes” onde apresentei algumas idéias sustentáveis a nível municipal, neste artigo o enfoque é individual, ou seja, idéias que você pode implantar em sua casa e reduzir substancialmente as despesas com a adubação e a iluminação dos jardins ou de qualquer outro ambiente externo.

Em alguns municípios, é comum os moradores e empresas adotarem praças ou áreas verdes transferindo a responsabilidade de sua manutenção e paisagismo do poder público para si próprio.

Em Águas de São Pedro não é diferente, por possuir uma quantidade enorme de áreas verdes e praças, a prefeitura não tem condições financeiras e técnicas (mão de obra/funcionários) para manutenção desses espaços. Isso pode ser visto nos bairros mais afastados do centro, onde as praças se encontram sem nenhuma manutenção e cuidado. É fato que as chuvas tornam o trabalho muito mais complicado e o intervalo entre uma capina (manutenção) e outra deve ser menor para garantir condições mínimas de conservação, mas enfim, deixa pra lá!!

Abaixo vou apresentar duas soluções bem interessantes que podem amenizar os gastos com adubo necessário para o desenvolvimento das plantas e com a iluminação dos jardins e áreas verdes. Espero que gostem!

COMPOSTAGEM DENTRO DE CASA

Minhocasa - Composteira Caseira. (fonte: http://www.minhocasa.com)

Compostagem é o conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais; com atributos físicos, químicos e biológicos superiores (sob o aspecto agronômico) àqueles encontrados na(s) matéria(s) prima(s). (fonte: wikpedia)

Você pode fazer compostagem em sua própria casa utilizando um sistema fechado que não causa mau cheiro. A “Minhocasa” é uma composteira compacta e muito simples capaz de gerar adubo e fertilizante natural qualquer casa. Segundo o fabricante, uma “Minhocasa” pode evitar que até 30 litros de lixo orgânico sejam jogados fora todos os meses, ajudando a reduzir a quantidade de resíduos dos aterros e aumentando sua vida útil.

O kit é formado por três caixas, uma tampa, um garfo de jardim, uma torneira, cama de composto (húmus) e matrizes de minhocas. Ela é facilmente montada e sua manutenção pode ser feita por qualquer pessoa.

Uma solução inteligente que você pode adotar em sua residência para manutenção de jardins e hortas. Com certeza a economia em fertilizantes vai ser enorme.

Abaixo um vídeo que explica todo o processo:

LUMINÁRIAS SOLARES

Olha esta idéia que interessante, são luminárias solares. Existem hoje no mercado, diversos modelos para todos os gostos. Hoje no mercado existem diversos modelos. Você pode colocá-las no seu jardim sem ter que chamar eletricista, basta apenas escolher o local e fincá-la na grama, não precisa se preocupar com a conta de luz no final do mês, essas luminárias são totalmente automáticas, acendem quando escurece e desligam ao clarear o dia, com seu painel solar elas carregam suas baterias para a próxima noite, autonomia de até 8 horas com a carga máxima.

No Mercado Livre o Kit com 12 unidades sai por menos de R$ 170,00. Realmente muito barato se levar um conta os gastos com a instalação de luminárias convencionais, isso sem falar na praticidade. Essas luminárias poderiam ser utilizadas nas praças e jardins públicos com certeza deixariam o local muito mais bonito e aconchegante.

Bom, essas foram duas idéias simples e eficientes, mais para frente vou apresentar outras. Se alguém tiver mais algumas, por favor, é só falar. O Meio Ambiente e o nosso bolso agradecem.

[NOTA: Este blog não possui nenhuma relação comercial ou promocional com os idealizadores, distribuidores ou responsáveis pelas vendas dos produtos apresentados aqui. Minha intenção é apenas demonstrar soluções inteligentes e ecologicamente corretas para questões do nosso dia a dia.]

Um abraço a todos.

Cantidio Biscalchim Netto

SITES CONSULTADOS:

Http://futuroeco.blogspot.com

www.mercadolivre.com.br

http://www.ecodesenvolvimento.org.br

http://www.minhocasa.com/

ÁGUA

18 de fevereiro de 2010 2 comentários

Água: Um Bem Precioso

É indiscutível a importância da água para a manutenção da vida em nosso planeta. Trata-se de um recurso que, não só satisfaz as necessidades básicas da população humana e é fundamental para o desenvolvimento, em particular para a criação e manutenção de riqueza através da agricultura, da pesca, da produção de eletricidade e do turismo, como é vital para todos os ecossistemas globais. Todavia, os fatos revelam que enfrentamos uma crise de água a nível global.

Vinte e nove países já têm problemas com a falta d’água e o quadro tende a piorar. Uma projeção feita pelos cientistas indica que no ano de 2025, dois de três habitantes do planeta serão afetados de alguma forma pela escassez – vão passar sede ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase, provocadas pela má qualidade da água. É uma crise sem precedentes na história da humanidade. Em escala mundial, nunca houve problema semelhante.

A Água no Brasil

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de 3,3 m³/pessoa/mês (cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene). No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia. Gastar mais de 120 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais. Além disso, grande parte dos reservatórios está contaminada, principalmente em regiões mais populosas.

O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água. Tem a maior reserva de água doce da Terra, ou seja 12% do total mundial. Sua distribuição, porém, não é uniforme em todo o território nacional.

O Problema já Começou

Situação crítica é a enfrentada em países como a China e Índia que por serem os países mais populosos do planeta (1,3 bilhões e 1 bilhão de habitantes respectivamente), enfrentam problemas tanto na distribuição como na disponibilidade de água potável à seus habitantes.

Na China, por exemplo, milhões de pessoas têm que andar quilômetros por dia para conseguir água. Na Índia o governo enfrenta o dilema da água constatando o esgotamento hídrico de seu principal curso d’água, o rio Ganges. Nos países do Oriente Médio e do Norte da África a situação é ainda mais crítica.  A humanidade poderá presenciar uma nova modalidade de guerra: a batalha pela água.

Transformar Água Salgada em Água Doce

Navegando pela internet há algumas semanas me deparei com um produto simplesmente genial e muito simples, o WATERCONE.

O Watercone é um dessanilizador de água de baixo custo, movido a energia solar e que pode até gerar água potável. Você simplesmente o coloca sobre a água imprópria para o uso e com exposição ao sol. A água vai evaporar, condensar-se ao tocar a superfície do cone e descer para o reservatório circular. Depois tira-se a tampa no topo do cone e a água pode ser retirada virando o Watercone.

Essa água condensada perdeu seus sais minerais no processo. Para que ela fique própria para o consumo humano é necessário acrescentar um composto de sais mineiras ou 1% ou 1,5% de água do mar. Este artefato é um belo exemplo do design simples em favor da humanidade. Hoje 40% da população mundial não têm acesso a água limpa e potável.

Algumas outras características do produto:

* É feito de plástico não inflamável, não tóxico e 100% reciclável.

* Dura de 3 a 5 anos e depois pode ser usado para apanhar água da chuva, para guardar coisas ou ser reciclado.

* Cada cone consegue gerar até 1 a 1,7 litros de água por dia.

* Já ganhou diversos prêmios.

* O projeto aguarda investidores e companhias para iniciar a produção em massa.

FUNCIONAMENTO DO WATERCONE:

Abaixo seguem dois vídeos que explicam o funcionamento do sistema. Realmente esta é a prova de que idéias simples e baratas podem fazer a diferença no que diz respeito à qualidade socioambiental no planeta.

Sites Consultados:

Watercone – http://www.mage-watermanagement.com/

WebCiencia – http://www.webciencia.com

Portal Terra –  http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=22695&action=coluna

Bom é isso, espero que tenham gostado desta dica.

Um grande abraço a todos.

Cantidio Biscalchim Netto

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Capina Química – Parte II

4 de fevereiro de 2010 5 comentários

Proibida capina com agrotóxicos nas cidades

Foto: Retirada do site da ANVISA

Voltando ao assunto sobre a Capina Química em áreas urbanas, como se sabe, além de contaminar a fauna e a flora local, a Capina Química expõe a população ao risco de intoxicação. Por esse motivo, tal prática não é permitida. Para orientar municípios de todo país sobre os perigos do uso de agrotóxicos nas cidades, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou, nesta segunda-feira, dia 01, nota técnica sobre o tema.

“Preocupada com a difusão da prática não autorizada de uso de agrotóxicos (herbicidas) para o controle de plantas daninhas em áreas urbanas, em condições não controladas pelos órgãos públicos competentes, a ANVISA submeteu à consideração da população, mediante a publicação da Consulta Pública nº. 46/2006, proposta de Resolução de sua Diretoria Colegiada para regular a prática da capina química por empresas de jardinagem profissional, nos termos previstos no Decreto nº. 4.074/2002.

No processo de Consulta Pública, colhendo contribuições dos diversos segmentos da sociedade, bem como das áreas técnicas da Agência e de outros órgãos do Sistema Único de Saúde (SUS) evidenciou-se que a regulamentação dessa prática não se revelava o melhor caminho na busca da proteção e da defesa da saúde da população brasileira.”

A Diretoria colegiada da ANVISA decidiu arquivar a consulta pública nº 46/2006 afastando a possibilidade de regulamentação de tal prática. Abaixo segue os principais pontos que justificam tal conclusão:

1- “Durante a aplicação de um produto agrotóxico, se faz necessário que o trabalhador que venha a ter contato com o produto, utilize equipamentos de proteção individual. Em áreas urbanas outras pessoas como moradores e transeuntes poderão ter contato com o agrotóxico, sem que estejam com os equipamentos de proteção”.

2- “Em qualquer área tratada com produto agrotóxico é necessária a observação de um período de reentrada mínimo de 24 horas, ou seja, após a aplicação do produto, a área deve ser isolada e sinalizada e, no caso de necessidade de entrada no local durante este intervalo, o uso de e equipamentos de proteção individual é imperativo. Em ambientes urbanos, o completo e perfeito isolamento de uma área por pelo menos 24 horas é impraticável”.

3- “É comum os solos das cidades sofrerem compactação ou serem asfaltados, o que favorece o acúmulo de agrotóxico e de água nas suas camadas superficiais. Em situação de chuva, dado escoamento superficial da água, pode ocorrer a formação de poças e retenção de água com elevadas concentrações do produto, criando uma fonte potencial de risco de exposição para adultos, crianças, flora e fauna existentes no entorno”.

4- “Em relação à proteção da fauna e flora domésticas ou nativas, é importante lembrar que cães, gatos, cavalos, pássaros e outros animais podem ser intoxicados tanto pela ingestão de água contaminada como pelo consumo de capim, sementes e alimentos espalhados nas ruas”.

5- “Por mais que se exija na jardinagem profissional o uso de agrotóxicos com classificação toxicológica mais branda, tal fato não afasta o risco sanitário inerente à natureza de tais produtos”.

Em sua nota, a ANVISA destaca ainda que: “há no mercado produtos agrotóxicos registrados pelo Instituto Nacional do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) identificados pela sigla “NA” como agrotóxicos de uso Não-Agrícola. No entanto, essa identificação, ao contrário do que possa parecer á primeira vista, não significa a autorização da utilização de tais produtos em área urbana. Os produtos registrados pelo IBAMA apenas podem ser aplicados em florestas nativas, em ambientes hídricos (quando assim constar no rótulo) e outros ecossistemas (além de vias férreas e sob linhas de transmissão)”.

E conclui:

“Dessa forma, a prática da capina química em área urbana não está autorizada pela ANVISA ou por qualquer outro órgão, não havendo nenhum produto agrotóxico registrado para tal finalidade.”

No final do ano passado (2009), a Capina Química foi aplicada nas calçadas, parques, praças, terrenos e em diversas vias públicas do município de Águas de São Pedro. Foi inclusive tema de um artigo neste blog e rendeu diversos comentários. Na época a cidade se encontrava com o “mato muito alto em todos os cantos” como disse o vereador Sr. Marco Antonio Berto em um dos comentários. O vereador disse ainda que a justificativa dada pela administração, sobre o uso da capina química em áreas urbanas, foi a de não poder contratar mais pessoas para a capina devido estar no teto de pagamento do funcionalismo público (54%).

Então gostaria de fazer um alerta as autoridades e munícipes, pois hoje o “mato” nos bairros, parques, terrenos, algumas praças e pontos turísticos se encontram com o dobro do tamanho que estavam na época. Recorrer a Capina Química novamente seria de uma irresponsabilidade tremenda.

Abaixo segue a Nota Técnica publicada pela ANVISA.

Sites consultados:

www.ecoagencia.com.br

http://portal.anvisa.gov.br

Bom é isso, um grande abraço a todos.

Cantidio Biscalchim Netto