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PARQUE DR. OCTÁVIO DE MOURA ANDRADE

28 de julho de 2010 6 comentários

A região onde hoje está localizado o município de Águas de São Pedro-SP era formada por antigas fazendas de café. Com a crise de 1929 essas atividades entraram em colapso e o que sobrou foi uma área totalmente degrada pela monocultura do café e cana de açúcar.

Com o objetivo de corrigir o solo e propiciar um micro-clima mais favorável, o planejamento de Águas de São Pedro incluiu um grande Parque Florestal, hoje denominado Parque Dr. Octávio de Moura Andrade. Constituído originalmente por eucaliptos, hoje já se observa a formação de um sub-bosque com uma maior diversidade de espécies vegetais.

O Parque, além de ser um dos principais atrativos turísticos e controlar o micro-clima da cidade, age como uma verdadeira esponja, permitindo que as águas das chuvas e das nascentes se infiltrem no solo, abastecendo assim os lençóis de água subterrânea.

Mas as coisas não andam tão bem assim para a saúde do Parque Dr. Octávio de Moura Andrade. Ao longo dos anos a área plantada do parque vem diminuindo, este processo tem se intensificado nas ultimas décadas e infelizmente eu não vi até hoje nenhuma ação concreta do poder público para reverter esta Situação.

As figuras abaixo demonstram que num período de 45 anos, de 1962 a 2007, o Parque perdeu cerca de 24,7% da sua área plantada, aproximadamente 274.571,16 m² (valores estimados). Além disso, a exploração turística intensa e de forma insustentável dos últimos anos contribuíram para a degradação da parte interna do parque, promovendo o assoreamento das nascentes e da rede de drenagem, a instalação de processos erosivos, o acúmulo de lixo, entre outros. (a figura abaixo tem caráter ilustrativa)

Nas ultimas semanas revolvi mudar o percurso das minhas caminhadas pela cidade e fui até o interior do Parque, fiz algumas fotos que demonstram a preocupante situação em que a área se encontra:

Foto 1 (data 20/07/2010) - Situação da Lagoa do Patos no interior do Pq.Dr. Octávio de Moura Andrade em Águas de São Pedro. Teve sua barragem rompida devido a uma forte chuva, atualmente a área se encontra totalmente degradada, com processos erosivos instalados e assoreamento do corpo d´água. Além de muito feio, o local oferece risco as pessoas que caminham por ali.

Foto 2 (data 20/07/2010) - Vista parcial do local onde havia a Lagoa dos Patos, observa-se no primeiro plano intensos processos erosivos, ao fundo parte da estrutura de madeira totalmente destruída.

Foto 3 (data 28/07/2010) - Grande quantidade de lixo recém depositado no internior do Parque Dr. Octávio de Moura Andrade.

Foto 4 (data 28/07/2010) - Lixo espalhado na parte interna do Parque.

Foto 5 (data 28/07/2010) - Pneus velhos também podem ser encontrados no interior do Parque. Além de ambiental, este é um problema de saúde pública pois, como sabemos, pneus velhos podem se transformar em criadouro do mosquito da dengue.

Foto 6 (data 28/07/2010) - Foi possível observam também restos de um aparelho televisor no interior do Parque.

Foto 7 (data 28/07/2010) - Peças de carro também foram obervadas no mesmo ponto do Parque.

Foto 8 (data 28/07/2010) - Este é o acesso por onde depositam lixo e entulho no interior do Parque Dr. Octávio de Moura Andrade (próximo a Estrada Velha).

Bem, antes que me venham questionar sobre o motivo deste artigo (que é bem claro), gostaria de dizer que não estou falando desta ou daquela Administração Pública, o fato é que o problema já se estende por diversas administrações e nada, absolutamente nada, de concreto é feito. Eu não consigo entender o motivo desses acessos periféricos ao Parque  continuarem abertos. Este último por exemplo, onde fiz as fotos 3, 4, 5, 6, 7 e 8, não leva a lugar nenhum, a não ser para uma trilha que só pode ser feita a pé. Como é possível observar na foto 8, as marcas no chão indicam que frequentemente veículos adentram ao Parque até onde podem, que neste caso se limita até o local onde o lixo da foto 3 está depositado.

Senhores governantes e legisladores gostaria de fazer um apelo: Fechem o perímetro correspondente ao Parque Dr. Octávio de Moura Andrade e os seus acessos secundários, façam uma lei que proteja de forma efetiva esta área tão importante para o Município de Águas de São Pedro.

Só assim poderemos respirar um pouco de esperança quanto ao futuro desta nobre área.

Um abraço,

Cantidio B. Netto

QUEIMA DA PALHA DE CANA-DE-AÇÚCAR

24 de julho de 2010 2 comentários

A Resolução Nº 35/2010 publicada no dia 11 de maio pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, proibindo a queima de cana-de-açúcar no período de 01 de junho a 30 de novembro de 2010, das 06:00 horas às 20:00 horas, não está sendo cumprida no interior do Estado de São Paulo.

Não é difícil flagrar canaviais em chamas fora do horário permitido na região do entorno do município de Águas de São Pedro. Em uma de minhas caminhas “anti-sedentarismo” pude flagrar um canavial queimando por volta das 17:50 horas, do dia 23 de julho.

Só para esclarecer, o Estado de São Paulo possui a Lei nº 11.241, de 19 de setembro de 2002, regulamentada pelo Decreto nº 47.700 de março de 2003, que dispõe sobre a eliminação gradativa da queima da palha da cana-de-açúcar. A necessidade da suspensão da queima é para o resguardo e recuperação da qualidade de vida e saúde da população, quando as condições atmosféricas estiverem desfavoráveis (baixa umidade relativa do ar).

Bom, abaixo segue uma foto que fiz neste dia e ainda uma imagem do Google Earth com a localização aproximada do canavial em chamas. Não sei se a empresa possui algum tipo de autorização para realizar a queima da palha de cana-de-açúcar fora do horário permitido pela Resolução nº 35/2010, mas mesmo assim, está feito o registro.

Canavial em chamas nas proximidades do município de Águas de São Pedro. Foto: dia 23/07/2010 - Horário: 17:50h

Imagem do Google Earth com o local e a direção de onde a foto anterior foi tirada (amarelo) e a área aproximada do canavial em chamas (vermelho).

Se alguém tiver casos parecidos e quiser compartilhar, o espaço está aberto.

Um grande abraço.

Cantídio B. Netto

Antenas: 6 meses para mudar

12 de julho de 2010 2 comentários

Empresas que pretendem instalar antenas terão que seguir a lei

O vereador José Lopes (PDT) conseguiu a aprovação unânime de emenda de sua autoria, ao projeto encaminhado pelo Executivo, à Câmara, que estabelece normas para a afixação de antenas de telefonia celular.

As torres de celular instaladas na cidade deverão estar a uma distância mínima de 50 metros, e não mais de 100 metros, como era antes. A nova distância, que será sancionada pelo prefeito Barjas Negri (PSDB), nos próximos dias, em forma de lei publicada no Diário Oficial do Município (DOM), passa a ser contada entre o local de instalação das torres ou rádios-base e as residências já existentes no entorno. No caso de as torres já estarem instaladas, as empresas responsáveis terão o prazo de seis meses para se adequarem. Nem um dia a mais.

Ontem (30), à Gazeta, o vereador José Lopes disse que conversou com o prefeito Barjas Negri (PSDB) e que obteve do chefe do Executivo a garantia de que o prazo será cumprido à risca. Significa afirmar, de acordo com o parlamentar, após conversa com o tucano, que as companhias que não se adequarem às alterações poderão ter de tirar as antenas ou torres dos espaços ocupados atualmente.

Fonte: Jornal Gazeta de Piracicaba (Publicada no Site em 01/07/2010)